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Economia

Indústria têxtil do Vale do Itajaí investe em sustentabilidade para acessar mercado europeu

Por André Schaefer • Publicado em 2026-05-12 • Atualizado em 2026-05-13
Indústria têxtil do Vale do Itajaí investe em sustentabilidade para acessar mercado europeu

Empresas de Blumenau e Brusque adaptam processos produtivos para atender às novas exigências ambientais da União Europeia.

A indústria têxtil do Vale do Itajaí, uma das mais tradicionais de Santa Catarina, está passando por uma transformação significativa impulsionada pelas novas regulamentações ambientais da União Europeia. Empresas de Blumenau, Brusque e Gaspar investem em processos mais limpos e certificações internacionais para manter acesso ao mercado europeu.

A regulamentação europeia de due diligence em sustentabilidade, que entrou em vigor em 2025, exige que empresas que vendem para o bloco comprovem que sua cadeia produtiva respeita padrões ambientais e trabalhistas. Para a indústria têxtil catarinense, que exporta cerca de R$ 2,8 bilhões por ano para a Europa, adaptar-se não é opção — é necessidade.

"Ou a gente se adapta ou perde mercado. Simples assim", resumiu o diretor industrial da Têxtil Müller, empresa de Blumenau com 80 anos de história. A empresa investiu R$ 12 milhões nos últimos dois anos em sistemas de tratamento de efluentes, energia solar e certificação de algodão orgânico.

O processo não é simples. Além dos investimentos em infraestrutura, as empresas precisam mapear e auditar toda a cadeia de fornecedores, muitas vezes incluindo pequenos produtores rurais de algodão no Nordeste. "É um trabalho enorme, mas que agrega valor ao produto. O consumidor europeu paga mais por um produto que ele sabe que foi feito de forma responsável", disse a gerente de sustentabilidade da Hering.

André Schaefer
Repórter econômico. Cobre o setor industrial e de serviços de Santa Catarina desde 2017.

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